22/08/2019 às 20h54min - Atualizada em 22/08/2019 às 20h54min

Rotariano por mais de 04 décadas, seu Fenelon deixou saudades e ensinamentos.

Sinônimo de luta, aventura, e respeito, que hoje fala por intermédio de lembranças que embalam a saudade, deixa muitos ensinamentos, grandes e lindas lições de vida.

Elizabeth Zanon
Filho de Cantídio Antunes dos Santos e de Laudelina Santos Coelho, que tiveram além dele, mais dois filhos – José Clovis e Berenice. Nasceu em 1942 e com apenas 04 anos de idade começava um dos capítulos mais difíceis da sua vida, que foi o falecimento da sua mãe. Foi criado pelo seu Pai, com o auxílio das suas tias Beatriz, Raimundinha e Cordolina.

Como seu Pai trabalhava comprando e vendendo tecidos e miudezas (trocando por gado), em longas viagens ao Goiás, Ceará e Pernambuco, ele e as irmãs ficavam entregues aos cuidados daquelas tias, que os cuidavam com muito amor e carinho, como se seus filhos fossem.
No ano de 1952, com 10 anos de idade, o seu Pai se casou com Zilda da Silva Marins, a quem ele chamava de MADRINHA ZILDA e desta união teve mais dois irmãos – Francisca Maria e Salvador, e também Pedro Ribeiro Martins, seu irmão de criação e coração, seu afilhado,  a quem carinhosamente chamava de Pedrinho.
 Fenelon saiu de Bom Jesus aos 18 anos de idade, em 1961, indo para Brasília ficando com o cunhado Antônio José por algumas semanas e logo após, seguiu para Belo Horizonte onde trabalhou numa ótica como vendedor.
 
Em 1964, foi para a cidade do Rio de Janeiro, onde concluiu o ensino médio e prestou vestibular para a Universidade Federal. O sonho era ser engenheiro, mas como o curso era integral, optou por contabilidade para continuar trabalhando. Trabalhou na CTC (Companhia de Transporte Coletivo do Rio de Janeiro) como despachante de ônibus, ainda nesse ano, conheceu  Helce por intermédio do seu chefe, que era vizinho dela, e começaram com uma paquera despretensiosa e terminou em casamento. Na faculdade, foi convidado por um professor para fazer um estágio na empresa de auditoria na Deloitte.
 
Casou em 1971, sendo a cerimonia celebrada pelo Bispo D. José Vasquez, a pedido do próprio Bispo no Rio de Janeiro. Em 1972, nasceu o seu primeiro filho Marcelo, e no ano de 1974, vieram a Bom Jesus para apresentar o filho e a esposa Helce. Em 1975, nasceu o seu segundo filho Marcio, e neste mesmo ano recebeu e acolheu com todo o carinho seu sobrinho Francisco Orleans, a quem lhe deu guarida e apoio em sua casa.
 
Em 1977, foi convidado a abrir uma filial da Deloitte em Salvador, onde foi convidado a entrar para o Rotary em Salvador e ficou emocionado ao conhecer a irmã Dulce em umas das reuniões.
 
Em 1987, foi transferido para Recife, onde trabalhou na Maguary sucos, subsidiária da Fleischmann Royal.
 Em 1989, foi transferido para São Paulo, onde ficou até 1993.
No final de 1993, foi transferido para a Iracema Castanha de Cajú em Fortaleza, onde ficou até se aposentar no final de 1998. Exerceu diversos cargos de liderança no Rotary de Fortaleza.
 
Já aposentado, foi contratado como Controller na Dell computadores. Morou 06 (seis) meses no Texas e foi convidado a morar em Porto Alegre de 1999 a 2001, quando retornou para Fortaleza para trabalhar no Hiper Mercantil São José como Controller. Ficou até 2002, e foi sócio de uma fábrica de roupas chamada BHS, desligando-se em 2006, sendo logo depois convidado pelo Luís Truvial e pelo Anchieta Rosal a abrir um escritório de contabilidade e realizar o sonho de voltar a morar em Bom Jesus.
 
Amou até o fim sua esposa.  O amor deste casal foi imenso e proliferou para os três filhos, e deixando cinco netos : Lucas, Bruna, Artur, João Marcelo e Catarina.
 
Seu Fenelon será eternamente apreciado, estimado, querido, e sobretudo admirado pelos seus amigos, e especialmente pelos seus familiares, por ter sido um grande homem, agiu na sua vida sempre de forma retilínea, correto, de uma moral irrefutável, cumpridor árduo de suas obrigações sejam sociais, sejam familiares, bom pai, bom esposo, bom amigo, de caráter inigualável, que vivia na luz, que não era capaz de ver maldade nos outros e que só praticava o bem, cuja beleza vinha de dentro, um exemplar pai de família, um bom esposo, bom amigo, que, entretanto, nos deixou.  
Para sempre será recordado com carinho, respeito e admiração.


( IAutorização para a publicação e informações: esposa e sobrinho: Paulo de Tárcio)
 

 
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