19/08/2019 às 15h29min - Atualizada em 01/09/2019 às 17h41min

Acupuntura na oncologia

A Acupuntura é um método terapêutico que consiste na inserção de agulhas em determinadas regiões do corpo e tem a finalidade de tratar doenças, minimizar sintomas e promover o bem-estar geral do paciente. Essa técnica foi criada há mais de três mil anos na China e, desde 1995, é reconhecida como especialidade médica pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). Atualmente, o SUS - Sistema Único de Saúde - e os planos de saúde fornecem essa opção de tratamento aos usuários. 
Dentre uma variedade de tratamentos ditos complementares, a Acupuntura é, largamente, a intervenção mais utilizada, sendo útil no tratamento de sintomas e condições associadas ao câncer e de efeitos adversos relacionados ao tratamento oncológico. Assim, a Acupuntura age para atenuar os sintomas consequentes da radioterapia e quimioterapia, tais como, náusea, diarreia, falta de apetite, insônia, dores musculares e articulares, desânimo, fadiga e tristeza que são muito comuns durante o tratamento oncológico. Neste enfoque, tem conseguido atingir seu objetivo com relevante sucesso, inclusive com relato de resultados positivos por parte dos próprios pacientes.
A abordagem preconizada não trata o câncer especificamente, mas sim o indivíduo que tem o câncer. Ou seja, volta-se à pessoa em sua totalidade, com o objetivo de amenizar os sintomas, sempre enxergando o paciente como um ser complexo na sua forma de existir e no seu sofrimento.
De forma resumida, a intervenção por Acupuntura se dá através do estímulo do sistema nervoso periférico e sistema miofascial, principalmente, por meio da inserção de agulhas  atingindo as chamadas zonas neurorreativas ou “pontos de Acupuntura”. Esses estímulos desencadeiam uma cascata de eventos que envolvem modulação neural, imunológica e metabólica e que culminam na modulação das informações sensoriais promovendo a normalização das funções do organismo.
Portanto, no caso de pacientes oncológicos, a Acupuntura está indicada como tratamento complementar ao tratamento convencional. Por isso é importante uma correta avaliação médica, com estabelecimento de diagnóstico clínico-nosológico e prognóstico, a falta do diagnóstico prejudica seriamente o paciente, por atrasar o estabelecimento do tratamento oncológico específico e adequado.
Mesmo depois de terminado o tratamento oncológico, o paciente que opta por continuar com a Acupuntura, mantém ganhos e muitas vezes, o tratamento é perene. Vale reforçar que, de maneira alguma, a Acupuntura substitui o tratamento tradicional e necessário, composto por quimioterapia, radioterapia e cirurgia. A Acupuntura é um coadjuvante da medicina tradicional nesses casos. Ela trabalha de forma integrada e complementar ao tratamento medicamentoso. A ideia é somar os benefícios dos dois tratamentos, um não excluindo o outro.
 
Autores: Dr. Alexandre Massao é medico especialista em clínica geral e acupuntura e atualmente exerce o cargo de vice-presidente do Colégio Médico de Acupuntura de São Paulo (CMAeSP).Dr. Eduardo D’Alessandro é médico especialista em clínica geral e acupuntura, com área de atuação no tratamento da dor e atualmente exerce o cargo de Diretor-Secretário do Colégio Médico de Acupuntura de São Paulo (CMAeSP).
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