SUL DO PIAUÍ

Prematura que viajou por 8 horas em incubadora improvisada no PI tem alta da UTI
Segundo a mãe, Elisa é um caso raro de parto prematuro de 6 meses que evolui clinicamente bem.

A pequena Elisa Vitória, de um mês e sete dias, recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva neonatal (UTIn) da Maternidade Wall Ferraz, no bairro Dirceu, Zona Sudeste de Teresina, após 37 dias de internação. Ela nasceu em Baixa Grande do Ribeiro, a 600 km de Teresina, e chegou à capital no dia 13 de abril depois de viajar por 8 horas em uma incubadora improvisada com uma bacia de plástico.

 

"Agora ela está aqui comigo na enfermaria, viemos para cá hoje [19] pela manhã. Elisa ficou 27 dias na UTIn e 10 dias no berçário. Agora esse é o terceiro passo dessa caminhada da minha Vitória, agora é daqui para casa", afirmou Flávia Lira, mãe da bebê.



Segundo Flávia, os profissionais de saúde que acompanham o estado de saúde de Elisa afirmaram que a alta médica da UTIn só foi possível porque o pulmão da bebê conseguiu se formar perfeitamente. Pelo estado prematuro de seis meses, nem todos os órgãos estavam completamente formados.






Ao longo dos 37 dias, o quadro clínico de Elisa foi melhorando. A bebê que também recebeu o nome de Vitória, ganhou peso, reagiu bem ao tratamento e mamou pela primeira vez no peito de sua mãe na segunda-feira (16).

 

"Ela chegou aqui com 1 kg, o peso que ela nasceu. Mas chegou a pesar 800 gramas depois. Hoje ela está com 1.526 kg, agora só falta ela ganhar mais 175 gramas para podermos ir para casa. Elisa Vitória é um milagre e o médico dela disse que nunca tinha visto isso de uma criança se desenvolver tão bem, tão rápido como Elisa com apenas 6 meses de gestação", falou a mãe emocionada.



Em suas redes sociais, Flávia publicou o quanto está feliz e grata pela recuperação de sua filha. Seu maior desejo agora é voltar para sua cidade e reencontrar sua família, especialmente seus dois outros filhos, Jonas Gabriel e Esther.


Incubadora improvisada


Para Flávia, mãe da Elisa, os desafios começaram antes mesmo de engravidar da menina. Vítima de violência doméstica do pai da criança, em junho de 2021, ela sofreu um aborto devido às agressões. Ao engravidar novamente, desde o início a gravidez foi considerada de risco.


Quando finalmente deu à luz, no dia 12 de abril, com a ajuda de seu filho de 6 anos, Flávia teve que viajar com Elisa recém-nascida para Teresina, um percurso de 600km, mais ou menos 8 horas de viagem.


Para que Elisa Vitória viajasse com segurança a equipe médica do Hospital Milton Reis, de Baixa Grande do Ribeiro, improvisou uma incubadora feita a partir de uma bacia de plástico. Nele foram feitos alguns furos para a saída de ar e a menina recebeu um tubo de oxigênio.

 

"Foi feita essa adaptação, com a retirada de um espaço para que o tubo saísse, se colocou o oxigênio aí, garantindo que ela ficasse com a respiração mantida ate chegar em Teresina", informou o médico Rhuan Serra, que atendeu a menina.






Além disso, segundo a mãe, a recém nascida também estava enrolada em papel alumínio e com alguns cobertores para manter a temperatura. Além dos profissionais da saúde, a tia de Flávia também acompanhou a jovem até Teresina, mas não pode permanecer como acompanhante.

 

"A acompanhante da Elisa, que é a paciente, sou eu, então a maternidade não autorizou a minha tia a ficar. E foi aí que eu fiquei com medo, mas eu não podia me desesperar. Agora eram apenas eu e minha filha nessa cidade, ela só tem a mim, então sou forte por ela", disse Flávia.



A pesar da distância, Flávia afirma que durante a viagem só se concentrou na sua filha. Quando chegaram a Floriano, a equipe médica checou como a bebê Elisa estava.


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